Quem deve decidir pelo fim da greve é o GOVERNO descompromissado com a Educação ou os Educadores que mesmos Cansados Lutam Por Dias Melhores? Senhores alunos, pais e educadores da rede Estadual de Ensino sabemos que a greve prejudica o calendário letivo do aluno, mas o que prejudica mais é o desrespeito dos nossos governantes e em especial da governadora do Pará, quando submete ao alunado a assistir aulas em salas de aulas em escolas em péssimas condições, submete os trabalhadores em Educação a trabalhar humilhados sem ter direito de expressar sua opinião e caso o façam são perseguidos por alguns diretores de escolas e UREs que usam de sua “autoridade” para cometer assédio moral contra estes. É o que está acontecendo neste momento na rede Estadual de Ensino. Vejam bem: a greve se deu pela incompetência deste governo em resolver os problemas da Educação apontados pelos educadores de todo o Pará, para os quais a dita governadora prometeu solução ainda no ano de 2008. Somente agora, após a 2ª greve, temos um indicativo de que as reformas das escolas foram retomadas, é o caso do Mª da Glória que esperou por 19 (dezenove) anos por uma reforma. Será que a educação pode esperar tanto tempo? Precisamos fazer esta e várias outras reflexões sobre a greve dos Educadores Estaduais: 1º - O que realmente queremos? É cumprir o calendário previsto de 200 dias letivos, não importando a situação da escola e o descontentamento dos Educadores? 2º - Este governo está mesmo preocupado com cumprimento do calendário ou ameaça os descontos dos dias parados a fim de conter gastos? 3º - Será que não podemos redistribuir estes dias letivos (e iremos fazê-lo) em outro período não previsto no calendário inicial e assim garantirmos uma Educação com Qualidade ? 4º - Se a governadora, diretores de UREs e alguns diretores de escola estão mesmo preocupados com os alunos, por que, então, deixaram a educação chegar ao caos que chegou, sendo necessário que constituíssemos greve em mais de 70 municípios paraenses em dois anos consecutivos? 5º - Por que a governadora entrou com um Mandado de Segurança contra o SINTEPP e mesmo assim os educadores continuam na greve, unidos em prol de melhorias para a educação? 6º - Estamos em greve porque somos desocupados e irresponsáveis como o governo está nos apresentando? Ou estamos cansados da hipocrisia deste governo em gastar rios de dinheiro com propagandas enganosas de que o “Pará é Terra de Direitos” e, no entanto não investe em Educação Pública, Saúde, Segurança e Valorização dos profissionais lotados nestas e outras Secretarias? 7º - Devemos retornar às aulas hoje e trairmos os educadores que vêm lutando por dias melhores na educação ou é possível esperarmos até a decisão da categoria que estará reunida amanhã (10/06/2009) em BELÉM, da qual participará uma delegação de Jacundá? 8º - Devemos retornar humilhados, sem termos alcançado quase nenhum êxito na greve e ainda sermos hipócritas com os alunos, juntando-os em turmas sem nos preocuparmos com a qualidade das aulas? 9º - E, no caso específico de Jacundá, teremos condições estruturais de ministrar aulas com o processo de destelhamento de um dos blocos da escola, ficando esta cheia de entulhos? Onde serão locados os alunos daquelas turmas? Os professores terão condições de se deslocarem para outros locais, caso sejam locadas salas externas à escola? 10º - A reforma do Mª da Glória será mesmo concluída ou será mais um engodo deste governo como estratégia para que saíssemos da greve como fez o ano passado? Sim... Precisamos refletir e juntos tomarmos uma decisão, não porque o governo quer que voltemos para assim lhe garantir uma boa imagem política, mas porque precisamos organizar outras estratégias de luta, pois mesmo cansados continuaremos incessantes em nossa busca pela tão sonhada EDUCAÇÃO DE QUALIDADE e jamais nos calaremos ou baixaremos nossas cabeças diante das mazelas vivenciadas pelo povo paraense que sofre as consequências de mais um governo intransigente e autoritário.
Jacundá Pará, 09 de junho de 09.
Fonte: sintepp.org.br
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